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domingo, 21 de junho de 2009

Volta


- Damáris Lopes -

Volto,
mão do contra fluxo,
zigue-zague, ando.

Destra, mais que nunca,
sem farol pra penumbra,
volto à vida pouca.
Largo vaga tua boca
ao beijo de outro alguém.

Não dirijo muito bem.
Volto sem luxo,
contra mim, contra fluxo,
como quem já pagou multa.

Volta cabisbaixa.
Desleixada, a próxima curva
é última.
Imagem congelada,
que os olhos não vêem mais.
Volto à vida
condutora da despedida,
e, o pára-brisa embaçado
enxerga tudo nublado,
mas consegue ainda dizer,
perdida minha moradia,
jurada por tantos dias,
eterna, em você.

Um comentário:

Lisete de Silvio disse...

Damada,
"Imagem congelada,
que os olhos não vêem mais.
Volto à vida
condutora da despedida,..."

Que imgem mais linda; vc sabe como faz meu gênero.

Linda mesmo!
Que versos!

Bejos, mulher-doçura da sua amiga mulher-limão