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domingo, 14 de junho de 2009

Sinaleiro da Comunidade

-Damáris Lopes-
Na bondade que carrega
a turma da minha rua,
existe vermelho sangue
amarelo de amargura.
Na calçada desta rua
sob o velho pé de Ipê,
morte se esconde da lua
testemunha do porquê.
Meio fio, frio córrego,
vira brejo esquecido.
Mal sem base prolifera,
foi o tal do amor, banido.
Nesta fossa à céu aberto,
odor é dado menor.
A janela sem tramela,
licença dada ao bandido.
As portas desta rua
na verdade são cortinas,
tão fracas se vêem nuas,
overdose, adrenalina.
Na maldade que carrega
o outro lado da rua,
existe vermelho sangue,
sinal verde para tortura.

4 comentários:

Lisete de Silvio disse...

Damada, isso TEM que ser publicado nalgum veículo de comunicação mais abrangente.

Merece ser lido por muita gente.

Crítica social com delicadeza.

Spre doce essa mulher!

Bjão

Adorei!

Regina Coeli Carvalho disse...

Estou pasma!!!!!!!
Encaixa-se perfeitamente com alguns lugares do Rio de Janeiro.
Aplausos!!!!!!!!

Amaris poesia disse...

Amigas, Lis e Re, minha alegria de escrever é saber que em troca tenho o carinho de voces...
como isso vale, voce não tem idéia!

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

A vida é um incêndio:
nela dançamos,
salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

(Mário Quintana)

Desejo um lindo resto de semana com muito amor e carinho.
Abraços Eduardo Poisl