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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sem Título

Damáris Lopes

Vinga, meu poema calado,
patético, transtornado,
leviano, por mim.
Cresça, meu poema descontente,
feito poeta emergente,
felino pelo querer.

Morda, meu poema comilão
mastiga minha razão,
azede como o vinho.

Tempere-me agora,
sem problema.
Trabalhe, meu poema...Psiu! quietinho!

Faça de mim, açoitado,
adjetivo ornamentado
por substantivo composto,
para que na estrofe seguinte,
não seja eu, pobre pedinte,
mas poema sem desgosto.

4 comentários:

Ju disse...

É um deleite passar por aqui, só para me fartar no cálice doce do amor e poesia...e essa música!!! Me levou pra longe, longe. Beijos doce amiga.

Bruno Bezerra disse...

Concordo com a Ju, e digo mais... esse blog bem pra alma!

Continue assim.

Lobodomar disse...

Damaris, boa tarde.

Belíssimo conjunto de poemas em seu blog. Gostei muito mesmo. Sugiro que coloque também um widget de 'seguidores'. Ajuda quando queremos voltar mais vezes.

Grande abraço, Poetisa!

Lisete de Silvio disse...

Dá-mada.

Você e suas jóias preciosos.

Poema forte, rascante. Incisivo. E belíssimo.

Só vc mm........

Beijos & beijos