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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aperto






- Damáris Lopes



Eu, que atravessei montanhas
Pisei do asfalto tapetes persas
Nas pedras plumas dispersas
Pulei muros, escorreguei escuros
Caí sentada, enroscada por adornos
Puro abandono
E, fêmea virei loba de mim mesma


Chovi lágrimas, sorri carencias
Inerte assisti cancelas impotentes
Cadente pelo universo afora
Vim do nada, perdi nada
Consumi pedras do mundo
Absurdos minutos sem horas.


Distorci trovas em poemas clássicos
Atirei o amor em calibre de guerra
Então, do eu, casulo da penitencia
Proposto fui da fartura à abstinência
Em vida selada à demanda da sorte.

2 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Amaris,

parabéns pela vinda tão cheia de caminhos-mundos!

Anônimo disse...

Grata pela honrosa visita, Pedra do Sertão!