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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Arco-íris das Dores

-Damáris Lopes -



Semblante ácido na corredeira do tempo
E um sorriso quadrado esvai-se perdido
Não sombras nem sobras de pensamento
Mas lembrança que ainda provoca gemido

Tenho hoje no ventre arraigadas poses
De um passado que não desfaz e perpassa
Inócuo, projeta gigante arco-íris das dores
Santa embriagues da essência estilhaçada.

Frutos da estação caem em profundo sono
Agora a colheita faz-se operação solitária
Da plantação a dois restou-me seu abono
À saudade que escraviza esta alma operária.

Um comentário:

Pedra do Sertão disse...

Vejo uma dor muito forte cortando essa operária!

Lindo poema!

Abraço