Abre-se o peito reticente
À magia que o devora
Da manga como vertente
Brota o lenço, ou sai a rosa.
A performance acentua
Com roupagem e muita história
Tantas faces nesta rua
Fazem múltiplos na memória.
Sou mulher, então, magia
Vencidos os espelhos por fim.
Narcisista derrotado
Como renascido do lago
Nasce da alegria assim.
E, na mistura encabulada
Da mágica com a risada
Carrego deslumbrada
O palhaço que há em mim.